E este é o Atravessa Psicanalise, um espaço clínico para quem está enroscado num sintoma carregado de estranheza. Talvez, esta seja uma boa definição não só de quem procura por uma análise mas justo o que causa o trabalho do analista: se aproximar do estranho, reconhecer o infamiliar sem nome, seguir a angústia.
E por falar nisto, o setting é um lugar estranho. Costumo dizer que, isso acontece por um motivo simples, aqui o analisante é convidado a falar livremente, sem uma escuta controladora do outro lado, é assim que o inconsciente aparece. Ai está o ponto alto da rebeldia psicanalítica, ela segue na contramão do mundo, propondo a cura pela fala/palavra.
Aliás, cabe dizer que a análise não é um epaço de educação, nem de confissão, é um além, uma abertura, cujo o sentido só entenderá quem topar a travessia – Guimarães Rosa, no Grande Sertão Veredas.
Formação, ideias e publicações
Psicanalista, especialista em Semiótica pela PUC-SP, com passagens pela Universidade Autônoma de Buenos Aires. Membro associado da sociedade psicanalítica APOLa.
Pesquisa o campo religioso a partir de uma perspectiva clínica.
Coautor do livro O mal-estar na civilização, organizado por Lúcia Santaella, com o texto “Show da fé”.
Autor do artigo “O sentido das fezes”, publicado pela Revista Fase Oral, no qual faz alusão à fé e ao caráter anal do discurso religioso.
Pesquisador do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da PUC-SP, no Departamento de Mística.
Organizador do grupo de pesquisa “Os Nomes-do-Pai: a clínica no Jardim do Éden”, pela APOLa-SP.
A diferença de um processo de análise é radical em relação a outras linhas da psicologia. Desde Freud, considera-se que os sintomas, sendo o sofrimento corporal ou sendo psíquico como a depressão, a angústia e as somatizações, fogem à racionalidade do sujeito. Estão emaranhados numa história particular.
Ou seja, embora exista muitas técnicas e recursos de controle do mal-estar, elas podem não apenas deslocar o sintoma, como também agravar o modo como cada sujeito vive.
Na análise, o que importa são os ditos e os não ditos de um discurso. Ali se apresentam as repetições, os afetos e a dimensão da realidade, que independem do objeto ou da situação. Se não analisados, retornam sob outra roupagem, cada vez mais íntimo, cada vez mais estranho.
Sendo assim, a escuta é uma saída, um corte naquilo que parece não ter fim.
Uma pergunta que pode ser devolvida: quanto cabe a você, uma análise?
Em termos práticos e de mercado há um certo consenso entre o que se deve pagar por uma análise. No entanto, esse valor nem sempre provoca; muitas vezes entra como apenas mais uma conta mensal.
O valor é sempre um combinado.
Caso contrário, a ética do psicanalista, orientada pelo desejo, não entra em cena. Além do analisante, o analista também paga. É disso que se trata o preço de uma análise, cuja resposta beira o impossível.
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